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Por que é tão difícil manter o patrimônio por várias gerações?

Quase todo mundo parece ter uma história que descreve o declínio e queda da fortuna familiar, que acontece de forma cíclica em aproximadamente três ou quatro gerações – dependendo da riqueza que foi construída – e que, normalmente, começa com a geração daqueles que trabalharam duro para construir a fortuna da família, seguida por uma geração que vive dessa riqueza, mas luta para manter o dinheiro e o padrão de vida da família, a terceira geração, já mais desinteressada que só quer usufruir dos bens e a quarta geração que acaba por ter que reiniciar a história para conquistar o que não teve a oportunidade de usufruir.

Infelizmente, é comum ver pais que prosperam e querem oferecer aos filhos tudo aquilo que não tiveram na infância para poupá-los da lembrança do sentimento de tristeza que eles têm quando se lembram daquela época. Agindo desta maneira, os pais não percebem que os filhos estão deixando de receber lições valiosas de vida, tais como:

1) O reconhecimento e valorização do esforço dos pais.

2) O valor da conquista dos sonhos, pois seus desejos são atendidos prontamente, sem que necessitem entender a dinâmica por trás do sonho realizado.

3) A oportunidade de amadurecimento para que aprendam a lidar com frustrações e perdas.

Pode parecer pouco, mas apenas isso poderá impactar profundamente a forma como os jovens lidarão com as questões profissionais, financeiras e interpessoais ao longo de suas vidas: adultos emocionalmente imaturos, desprovidos de conhecimento e habilidades financeiras e que culparão seus pais e avós por seus fracassos.

CONHEÇA 3 DICAS PARA MUDAR ESSA TRAJETÓRIA

1. Faça seus filhos e netos entenderem que dinheiro é finito e que, mal administrada, toda fortuna pode acabar. É preciso se educar financeiramente para poder educar seus filhos/netos.

2. O maior legado que os pais poderão deixar aos seus filhos é o conhecimento, a experiência e as habilidades que eles necessitarão para continuar gerando riqueza para si próprios e para que o conhecimento continue sendo transmitido por gerações dentro da família.

3. E o mais importante: ensine-os a “pescar” e não simplesmente “entregue o peixe”!

Fonte: Silvia Alambert Hala, colunista da InfoMoney

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