Nos dias de hoje, o financiamento e o parcelamento de compras são práticas comuns e amplamente oferecidas, especialmente nas compras de bens e serviços de maior valor. Embora possa facilitar o acesso a determinados itens ou serviços, ele também tem seus desafios e custos ocultos.
Para ajudar na sua avaliação, listamos para você algumas situações em que o parcelamento pode ser uma ferramenta útil e outras em que você deve evitá-lo.
QUANDO PARCELAR PODE SER UMA BOA OPÇÃO
- Facilidade no orçamento mensal sem juros adicionais
Se você está planejando adquirir um item de maior valor e o parcelamento é oferecido sem juros, essa pode ser uma boa oportunidade de encaixar o pagamento no orçamento mensal. Parcelar sem juros permite manter o dinheiro investido ou disponível para emergências enquanto paga aos poucos o valor da compra. - Compras de itens essenciais e planejamento a longo prazo
Para despesas essenciais, como tratamentos de saúde, reformas ou eletrodomésticos que realmente precisam ser substituídos, o parcelamento pode ser uma alternativa mais segura. Nesse caso, a compra atende a uma necessidade real e o parcelamento distribui o impacto no orçamento. Esse planejamento também pode ser ideal para equilibrar a entrada de renda mensal, garantindo que o orçamento não seja comprometido com uma única despesa elevada. - Aquisições de valor elevado que trarão benefícios duradouros
Alguns investimentos em educação, equipamentos ou melhorias na residência podem se pagar ao longo do tempo, trazendo mais conforto ou até economias futuras. Aqui, o parcelamento viabiliza uma compra importante sem o comprometimento imediato de todo o valor, que pode ser mais bem distribuído em parcelas mensais e acessíveis.
QUANDO EVITAR O PARCELAMENTO É MAIS VANTAJOSO
- Quando o parcelamento inclui juros altos
Em muitas ocasiões, o parcelamento não é oferecido sem juros e acaba se tornando mais caro no longo prazo. Compras parceladas com juros altos aumentam o custo total do produto ou serviço, muitas vezes em até 50% do valor original. Sempre que possível, avalie o Custo Efetivo Total (CET) para verificar o impacto dessa compra no orçamento, pois os juros, ainda que aparentemente baixos, podem pesar no longo prazo. - Para itens de consumo imediato ou supérfluo
Parcelar uma compra de algo que será consumido rapidamente, como um passeio, refeições ou presentes, pode não ser a melhor estratégia. Parcelas futuras dessa compra continuarão impactando o orçamento, mesmo quando o valor gasto já não estiver gerando benefício algum. Para despesas desse tipo, é preferível pagar à vista ou priorizar itens que sejam mais acessíveis no momento, evitando comprometer o orçamento com algo que já foi usufruído. - Se houver o risco de perder o controle sobre o orçamento
O parcelamento sucessivo de várias compras pode gerar um acúmulo de parcelas mensais, dificultando o controle financeiro. Somando-se parcelas, o valor mensal total pode sair do controle, principalmente se não houver uma visão clara do que ainda precisa ser pago. Isso pode prejudicar a capacidade de arcar com outras despesas ou comprometer reservas para emergências.
ALTERNATIVAS AO PARCELAMENTO E PLANEJAMENTO CONSCIENTE
Para quem utiliza o serviço de empréstimos da PREVHAB, por exemplo, é válido considerar essa opção em compras realmente essenciais. Muitas vezes, a taxa de juros desses empréstimos pode ser mais favorável do que a oferecida em lojas ou cartões de crédito, além de permitir prazos que facilitam o planejamento.
Além disso, a criação de uma reserva financeira para compras maiores é sempre uma boa prática. Ao reservar um valor mensalmente para futuras aquisições, o parcelamento pode se tornar desnecessário. Afinal, contar com recursos próprios evita a dependência de financiamentos e possibilita aproveitar descontos à vista.
O parcelamento pode ser uma ferramenta útil quando utilizado com cautela e propósito. Avalie sempre as condições e pondere se a compra é essencial e vantajosa a longo prazo. Priorize sempre o equilíbrio do seu orçamento.