O encerramento do primeiro trimestre de 2026 seguiu exigindo cautela e monitoramento constante por parte dos gestores de fundos de pensão no Brasil. Em março, o cenário econômico foi marcado por uma volatilidade persistente nos segmentos de renda fixa e variável, influenciada pelas discussões sobre as metas de inflação e o ritmo de ajuste da taxa de juros básica (Selic). Esse ambiente de incertezas macroeconômicas refletiu diretamente nos indexadores de mercado, impondo desafios para o cumprimento das metas atuariais de curto prazo em todo o setor de previdência complementar.
Nesse contexto, os investimentos do Plano de Benefícios Plenus registraram uma rentabilidade líquida positiva de 0,71% naquele mês, o que representou uma entrada de R$ 4,12 milhões ao patrimônio. Apesar do resultado nominal positivo, o índice ficou 0,23 ponto percentual abaixo da meta atuarial estipulada para o período, que era de 0,94%. No acumulado do ano, refletindo a instabilidade dos meses anteriores, o Plano apresentou uma rentabilidade líquida de -0,05% (equivalente a -R$ 343,72 mil), situando-se 2,36 pontos percentuais aquém da meta anual acumulada de 2,31%.
Além do comportamento dos ativos no mercado financeiro, a gestão de longo prazo do Plano Plenus acompanha de perto o fluxo de suas obrigações previdenciais. No mês de março, a receita da gestão previdencial totalizou R$ 219,39 mil, enquanto o volume destinado ao cumprimento de nossa missão essencial — o pagamento de aposentadorias e pensões — foi de R$ 5,13 milhões.
O período também contou com a atualização regular das obrigações futuras. De acordo com a mais recente avaliação realizada pela consultoria especializada HR Serviços Atuariais Ltda., as provisões matemáticas do Plano tiveram um crescimento de R$ 3,78 milhões, alcançando o montante consolidado de R$ 633,42 milhões. Esse ajuste reflete o rigor técnico e o compromisso da PREVHAB em garantir que o “reservatório” do plano esteja devidamente dimensionado para honrar todos os compromissos futuros.
EQUILÍBRIO TÉCNICO
O confronto entre o desempenho dos investimentos, o fluxo de pagamentos de benefícios e o avanço necessário das provisões gerou um déficit técnico de R$ 5,45 milhões no mês. Com esse resultado, o déficit técnico acumulado do Plano Plenus passou a somar R$ 67,43 milhões.
A Diretoria Executiva da PREVHAB ressalta que as oscilações de curto prazo são inerentes a planos de benefício definido e de longo prazo. A carteira de investimentos segue estruturada de forma prudente e diversificada, focada em mitigar riscos e capturar oportunidades de recuperação assim que o cenário macroeconômico apresentar maior estabilidade.



